Tuesday, September 18, 2018

É um ritual que vacila entre o orgulho e o remorso. Entre o conflito e a confidência fundem-se os papéis de rainha e mulher. Deixa-se de se distinguir quem é quem na glória e na vaidade, pois o atrevimento também é próprio da conquista.
Njinga Mbandi invoca os seus mortos numa conversa consigo mesma, fala do que foi e do que poderá nunca ter sido, não esgota o seu transe em estórias reféns do seu tempo. Resistindo sempre, dissimuladamente. Atormentando e perseguindo à vez ora homens ora vontades, as suas e as dos a si entregues, guerreiros, escravos e traidores. Filha, irmã e amante, Njinga terá tempo de contar a sua versão, escusando-se ao logro de um passado forjado, divinizado e imaculado no seu desígnio. 
texto dramático inédito: Ricardo P. Silva
encenação: Paula Diogo
actores: Daniel Martinho, Gio Lourenço, Matamba Joaquim, Zia Soares
movimento: Vânia Gala
materiais cénicos: Francisco Vidal
espaço cénico e figurinos: Mariana Monteiro
luz: Pedro Correia
música original: DJ Marfox e DJ N.K.
design de som: Chullage
assistência de encenação: Carlos Alves
tradução para kimbundo: Galiano Neto
fotografia: Sofia Berberan
vídeo teaser: David Cardoso
produção executiva: Urshi Cardoso
co-produção: Teatro GRIOT, Teatro Municipal do Porto
Duração aprox. 1h30
M/14
RESERVAS: 21 347 33 58 | 91 321 12 63 (15h - 19h)



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